sábado, 4 de julho de 2015

Feras.



Quero acreditar.
Quero acreditar em ti,
Em mim,
Em nós.

Quero olhar em frente,
Sentir-te comigo,
Ser invencível.

Quero olhar-te nos olhos,
Beijar-te os lábios,
E com isso,
Dizer-te o quanto te quero,
O quanto te adoro,
O quanto preciso de ti,
E tu de mim.

Quero mostrar-te outro mundo,
Onde não precisamos de estar sozinhos,
Para sermos apenas nós.

Quero fazer-te querer,
Fazer-te sentir,
Fazer-te pensar,
Fazer-te gostar.

Quero dizer-te com um adeus,
Todos os olás que iremos dar.

Quero com um beijo,
Mostrar-te tudo o que posso dar,
Tudo o que quero dar,
Tudo o que queres receber.

Quero dizer-te que és tu,
Com todos os defeitos,
Com todas as imperfeições,
Dores,
Feridas,
E monstros,
Que me faz esperar.

Que me faz querer,
Que me faz ser.

Ser o possível,
Ser o impossível,
Ser quem sou,
Quem és,
Quem somos.

Quero…
Não quero não saber,
Não quero não acreditar,
Não quero não querer.

Faz-me ser.
Faz-me sorrir.
Faz-me continuar.

Não permitas que o medo te impeça,
Que a insegurança te trave,
Que o futuro te proíba,
O momento,
O prazer,
De amar um dia.

Quero acima de tudo dizer-te,
Que não importa quantas palavras sejam gastas,
Quantos gestos sejam repetidos,
Quantos carinhos sejam dados:
Sou tua.
De corpo,
De alma,
De mente,
De coração.

Não imaginas o quanto doí dizê-lo.

Imaginar algo diferente desse lado,
Sentir-me exposta,
Vulnerável,
Incapaz de ser amada.

Mas posso arriscar o tudo,
Quando é o nada que se me afigura de presente.

E se um dia disseres não,
Se um dia te arrependeres,
Já terei provado dos teus lábios,
Já terei bebido da tua mente,
Já terei conhecido mais,
Do que alguma vez pensei conseguir.
E por isso agradeço.

Por ontem,
Por hoje,
Por amanhã.

Porque aconteça o que acontecer,
Tu serás sempre tu,
E eu…
Serei sempre eu.

Adeus,
Meu amor.

E Obrigada,
Por me teres apaixonado,
De forma tão pura,
Tão genuína,
Tão nossa.

2015

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