segunda-feira, 17 de agosto de 2015

(suici)Dar


Resta-me dizer-te que (não) te soube amar,
Tampouco, odiar
O bastante para te esquecer.

Desejava ensinar-te a viver comigo,
Do mesmo modo que me ensinaste a viver sem ti.
Porque aquilo que (não!) senti,
Invoco de tortura, o meu castigo.

Ai! Como queria negar esta paixão!

Se tudo o que vivi,
Foram memórias fingidas,
Por mentiras tingidas,
Das promessas em que contigo me envolvi!

Então… não me resta senão,
Entregar-te a alma.
Porque tudo o que sobejou,
Foram simples empecilhos dentro do teu coração.

Resta entregar-me ao mar,
Que preciso de (não) pensar,
Que preciso de (Ar! Preciso de ar!) … parar.
Que preciso de (me) matar.


2015

[Campeonato Nacional de Poesia - Jornada II]
   [Avaliado com 39 pontos em 45 possíveis]

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