terça-feira, 22 de julho de 2014

A Fallen Princess




Bonitas, feias, gordas, magras,
Inteligentes, menos inteligentes,
Pobres, ricas, cultas, ignorantes:
Todas as mulheres querem o seu conto de fadas.

Eu fui princesa por uns momentos,
Não sei ao certo se semanas ou dias,
Mas sei que o fui.

Não creio saber como se vive um conto de fadas,
Não acredito em amores eternos,
Muito menos nos principes de cavalo branco
E sem defeitos.

Acredito em sapos.
São uma coisa mágica, os sapos!

Se um principe nasce principe,
Não sabe ser feio nem ver a beleza dos outros.
Mas se nasce sapo e vira principe...
Vocês sabem a história.

Parece mentira,
Mas é verdade.
Os sapos sabem viver contos de fadas,
E sabem transformar as meninas em princesas.

A magia tem nome,
Mas não creio que o saiba pronunciar
Tanto quanto me acho capaz de a fazer
Ou sentir, se isso importa.

Mas sim, os sapos.
Eu conheci um sapo.
E fui princesa,
Por semanas, ou dias,
Não sei precisar.

Mas é engraçado como a magia funciona:
Ela não oferece nada,
Sem retirar um pouco de algo.

E assim, a magia egoísta
Tirou-me a pequena coroa,
E a única coisa que me deixou na cabeça,
Foi a sensação do seu peso.

E que sensação!
Ter algo e perder,
Pode parecer mau,
Mas é o dom da felicidade.

Como se sabe o que se perdeu,
Se nunca se achou perdido?

E assim,
Deixei de ser princesa.
O sapo, continua sapo.

Acredito que transforme
Outras meninas em princesas,
E deve.

Todas as meninas deveriam sentir-se princesas
Nem que fosse por um segundo.
Mas não se esqueçam:
A magia acaba, que nem as doze baladas
Com a Cinderela.

E não existe conto de fadas sem magia,
Sem perdas e sem princesas.

Sem sapos existe, mas como disse,
Não tem o mesmo sabor.

Sejam Cinderelas por um momento,
Nunca se esquecendo da Gata Borralheira dentro de vós.

Ao meu sapo:
Obrigada, fui princesa,
Não sou mais.
A magia chegou ao fim,
Mas o teu dom, não.

Principe serás,
e eu princesa ja fui.

2014

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