sexta-feira, 27 de maio de 2011

Irritantemente Viciante



Ser de irritante porte,
Cuja lealdade nem sempre se assume.
Agua com azeite,
Ser tristemente viciante,
De um manto transparente,
Que lhe cobre o rosto,
Quando assim o deseja.

Ser incapaz,
De promessas, fugaz,
De paleio, pilar
Da sua aparência.

Não hesita,
E só esconde,
Segredos da sua existência,
Viciantes,
Docemente,
Amargamente,
Viciantes.

Incapaz de olhar,
De enxergar,
O mundo a sua volta,
Incapaz de observar,
A crueldade dos seus actos,
Devora-me a paciência,
Atiça-me a loucura,
E esconde-me o desejo.

Serei louca?
Talvez!

Ser cruel,
De inegável charme,
Que me devora
A cada dia que passa
Que lhe conheço a paixão,
O fulgor,
A intensidade
Da sua chama.

Mas ser irritante,
Ser inconsciente,
Bruto,
De verdes façanhas.

Que queres de mim, ser imperscrutável?

Ser medonho,
E apaixonante,

Ser cruel,
De facadas mil
Atravessadas no meu coração?

Que bruto desejo procuras,
Que não achas em mim?

Que terrível amor se esconde,
Que penses buscar
Alem daquilo que os teus olhos enxergam?


Estou irremediavelmente perdida…
De amores
Ou de promessas em vão proferidas?

2011

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