domingo, 12 de abril de 2015

Pedaços



Sou quem eu não sou,
Menos quem eu quero ser.
Enlaço-me em prosas esquecidas
Que a sede do querer
Me transporta nos braços.

Não sou muito nem sou pouco
Mas sendo igual a todos,
Sinto a diferença na alma.
Não caio sem me levantar,
Nem me levanto sem cair,
Mas sou eu,
            E eu, quem sou?

Pedaços de mim
Flutuam no corpo de uns,
Imersos na mente confusa
Que eu nem possuo
Sem querer possuir
A beleza da inocência
No esplendor da ruína.

Não sou mais que isso,
Nem menos do que fui,
Sou a rainha e a princesa
De um reino feito de fumo
Que esconde o desprazer
De uma vida de vários
Nas histórias de alguns.

Não quero mais que isso,
Mas quero ser mais.
Mais que a história de alguns
E a tragédia de outros
Quero ser eu, quem eu não sou
         Mas quem sou eu?

Responde-me o vazio
Da almo a quem chamo de minha
Desgraça para uns
Vida para outros
Sou quem não quero ser
Mais quem não sei ser.

 Sou eu.
   
          2015

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