terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Uma pequena flôr



Eu sou o que tu queres ver,
Não o que nasci,
Não o que aprendi,
Tão pouco o que sinto.

Cresci em ti,
Como tu cresceste no meu pensamento.
E no meu coração, formaste uma fortaleza,
Que defendes a todo o custo,
Em pequenas palavras,
Em pequenos gestos.

E agora,
És a primeira pessoa em que penso.
A primeira pessoa que desejo.
A primeira pessoa que quero.

E toda uma vida de ilusão,
E toda uma vida de renúncia,
Que culmina aqui,
Em lado nenhum,
Em tão pouco tempo.

Com um significado que eu ,
Sei existir,
Mas não sei decifrar.

E enquanto tudo cresce,
Eu sinto-me pequenina.

Pequenina como uma flor,
Lançada ao vento,
Cultivada fora de horas,
Por alguém descuidado,
Que não deu tempo
Para eu florear no momento certo.

Mas por qualquer motivo,
Sou apenas uma pequena flor,
No jardim enorme que há em ti.

E tu olhas-me,
Mas não me vês.
Tocas-me,
Mas não me sentes.

Mas de algum jeito,
Fazes parte de mim.

E um dia,
Vais olhar para ti,
E pensar o que podes ser,
O que queres ser,
Nesse jardim que formaste.

E imersa numa vasta beleza,
Serei sempre pequenina,
E serei sempre,
Sempre,

Aquela que flor que nunca floresceu.

2011

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