domingo, 9 de agosto de 2015

Identitatis



Era o medo
O que nos vinha acariciar
Naqueles momentos em que nos perdemos dentro da nossa mente,
Olvidando quem somos, quem fomos,
Quem queremos ser.

É o medo (das palavras não-ditas) que nos molda,
Que nos faz duvidar de quem somos,
E que nos faz temer (temer, sim!)
Aquela tristeza infinita de perder (perdemos ao ter medo de perder),
O que nunca possuímos,
O que nunca lográmos chamar de nosso.

Somos então pessoas embutidas em medo (ou medo embutido em pessoas?),
E perdemos assim tantas vezes a noção de nós.
E tudo o que sobeja (tudo o que nos lembramos),
É desse medo, de perder (de perder, sim…),
A nossa identidade (as coisas que nos definem…),
A nossa beleza (as coisas que ambicionamos…),
A nossa importância (as coisas que significamos…),
Os nossos segredos (as coisas que protegemos...).

Medo de nós (ou dos outros e do que somos com eles?).

2015

[Campeonato Nacional de Poesia - Jornada I]

  [Avaliado com 42 pontos em 45 possíveis]

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