quinta-feira, 23 de julho de 2015

Exspecto



A ti,

Que te vejo sorrir

Pelo canto do olho.

 

Quase consigo contar-te

As mentiras,

Se mostrares mais os dentes.

 

Quase consigo prever o futuro,

Enunciar uma tempestade contida,

Uma chuva constante,

Uma trovoada imparável.

 

Quase consigo ver o sol,

A lua,

E o resto do sistema solar,

Quase por magia.

 

Quase,

Sempre,

Nunca,

Quase.

 

Repito para mim estas palavras,

Sem lógica aparente,

Sem contagem existente,

Sem fim.

 

Sou,

Sei,

Serei.

Soube.

 

E enquanto te espreito o sorriso,

Perco o meu.

 

Perco-me e encontro-me

Nas mentiras em que me acho,

Nas verdades em que me vergo,

Nas histórias em que me encontro.

 

Onde estou eu?

 

2015

 

 

 


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