quinta-feira, 25 de junho de 2015

It ain't over until it's over





Há tanto que te quero dizer,
Tanto que ficou por dizer,
Por sentir.

Vivemos agora um no outro
Sem regras.

Invades-me a mente,
Sentindo-me vulnerável,
Exposta,
Eu.

E eu retribuo,
Com um beijar de olhos,
De coração na mão.

Não esperes muito,
Não queiras pouco.

Quero-te.
Espero-te.

Não me importa o que venha,
Não me importa os motivos,
Não me importa o tempo.

Importa-me que quando eu te olhe,
Quando eu te beije,
Quando eu te toque,
Eu te tenha ali,
Eu te sinta ali,
Eu te adore ali.

Beija-me e faz-me esquecer,
Faz-me lembrar,
Faz-me ser feliz,
Na infelicidade
De um dia não te ter.

Ter?
Não!
Não te tenho.
Tampouco sei se quero ter.

Sei que te quero olhar,
E sorrir.

Apenas porque estás ali.

Tenho tanto a dizer,
Quando na verdade,
Nada tenho dito.
Quero sentir.
A mim,
A ti,
A nós.

Por agora,
O mundo é nosso.
E o resto...
Não importa.

Não que não queira pensar,
Não que não queira saber,
Mas não importa.

Quero-te agora.
Neste momento.
Neste segundo.
No meu mundo.

Olha-me nos olhos,
E lembra-me de ti.

Porque o monstro não precisa de amigos,
Mas ele precisa do monstro.

Tem medo comigo.
 2015

Sem comentários:

Enviar um comentário