sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Poesias



E dou por mim a olhar o vazio,
E a encarar o paraíso.
Dou por mim num sonho breve,
De sensações internas.

E quando oiço a vida,
Esqueço a morte,
Da beleza em mim esquecida.
E do sorriso, nasce a esperança.

Sorrio de volta,
Num gesto mecânico,
De fascínio e ternura,
De actos infindáveis num único olhar.

Gosto de ti como gosto,
Gosto de ti…
Como o mar gosta da areia.
Ou como o céu gosta do sol.
Talvez como a terra...gosta da agua.

Não importa,
Gosto de ti porque sim.

Não daquela maneira que costumo gostar,
Não daquele jeito,
Daquele…modo.
Mas gosto de ti,
Como…
Como…
Algo puro.
Algo belo.

Oh mas que tolice!
Poesias não servem
Quando os amores não são carnais,
Ou violentas paixões que devoram almas.
Não!

Poesias não servem,
Para pequenas modéstias,
Para pequenos pedaços de amor,
Carinho,
Ternura,
E fascínio.
Sim, fascínio!
Palavra repetida bem sei.

Palavra que oiço,
Que sinto,
Que canto alegremente,
No âmago do meu ser,
Todos os dias.

Oh! Sigo uma estrada sem fim,
Coberta pelo pó do sedentarismo.
Mas não esqueço em mim,
Esse sorriso.

Claro que não!
Como poderia eu?
Oh mas poesias não servem, não!
Não servem quando o amor não é paixão!

Então, apenas desabafo,
Entre linhas e curvas,
Parágrafos e espaços
Demasiado grandes,
Entre palavras,
Demasiado pequenas.

Oh que tolice a minha!
Poesias… não servem,
Para a palavra…admiração.

Oh,poesias!

2012

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