domingo, 30 de outubro de 2011

Quebrada


Não sei como começar este texto,
Tanta coisa que quero dizer,
Mas nenhuma ordem de pensamentos.

Não há inicio,
Meio,
E muito menos,
Um fim.

Apenas uma encruzilhada de emoções,
De pensamentos,
De mal entendidos,
E de momentos vividos e perdidos.

Se tivesse de pedir algo,
Pedia para que houvesse uma solução,
Ao problema que não sei,
Á sensação que não sai.

Encontro-me partida em pedaços,
Espalhados em cada pessoa,
Sou parte de vocês,
E vocês fazem de mim um todo.

Cada pedaço fica guardado,
Sem saber eu muito bem onde,
E por vezes,
Esse pedaço quebra-se.

Noutras, porém,
Esse pedaço cresce.

Sou então um ser fragmentado,
Uma mistura de tudo e coisa nenhuma,
Uma linha de pensamentos,
De emoções,
De sensações repartidas em momentos.

Não tenho passado,
Não tenho futuro,
Não tenho presente,
Que não esteja em cada um de vocês.

E todos, contam a minha historia ao mundo,
Entre palavras e gestos,
Entre a razão e o amor,
Sou eu.

Já não me sinto sozinha como antes,
Mas a companhia que ansiava,
Nunca chegou.

O momento do conto de fadas,
Acabou.
A vida real começou.

Não tenho pretensões a muito,
Não tenho desejo a pouco,
Tenho o que tenho,
E anseio por ter mais,
Do menos.

Há cicatrizes que não se curam,
Há tempestades que não passam,
Há momentos que não acabam,
E historias que não existem.

E de pedacinhos feita,
Vou vivendo.
A minha historia,
A vossa vida.

Porque estou quebrada.

2011

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