terça-feira, 31 de maio de 2011

1001 Promessas


Quando avançamos um passo no vazio,
Mesmo não sabendo o que nos espera,
Sabemos que não há volta atrás.

O corpo cai,
A mente liberta-se,
E o arrependimento não existe.

Sentindo-me um puzzle,
Reconheço que atirar-me no vazio,
Não foi de todo a melhor opção.

Se por um lado,
Por mil e uma promessas fui persuadida,
Por outro,
Por outras mil e uma fui magoada.

E mesmo que o vazio,
Onde estava um coração,
Não esteja preenchido,
Há sempre a memoria do que la pertencia.


E se não há volta a dar,
Aquele espaço,
Aquela memoria,
Aquele vazio…
Não será mais preenchido.

E colecciono historias,
Prazeres,
Pequenas imitações,
De grandes amores nunca alcançados.

E rasgando qualquer hipótese
De felicidade altruísta,
Naquele espaço,
Já não existe coração,
Apenas um puzzle,
De peças mal acabadas,
Mal cimentadas,
Mal feitas.
Imperfeitas,
Como eu.

E todos os passos depois desse,
Tornam-se caprichos do destino,
Não tanto por vontade,
Mas por necessidade.

Aprende-se assim a viver,
Num modo de sobrevivência.

E aquelas promessas…
Aquelas mil e uma promessas,
De repente nada significam.

E a boca cansa-se,
De dizer o que o coração pensa.

E a cabeça esforça-se,
Para dar razão ao que não sai da boca.

E tudo me envolve,
Naquele ultimo passo,
Sem arrependimentos…

Não há volta a dar.

Estou cheia de perfeitas imperfeições,
Que a vida me oferece,
E que os sonhos me tiram.

Tenho o coração quebrado…
…em 1001 promessas.

2011

1 comentário:

  1. De mim nunca verás uma peça dessas que não esteja estimada por mim, polida com o meu amor para que brilhes cada vez mais alto.
    Tenho pena, não de não fazer mais mas de não poder estar contigo para o demonstrar, reconheço que nem sempre sou perfeito, mas quem o é ?
    só nunca te deixarei, um amor perfeito por ti viverei, mesmo que ele nunca passe de um rascunho, foi o melhor que alguma vez me deram.
    Adoro-te @ Diogo Barão

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