domingo, 18 de abril de 2010

Um erro


Um erro.
Um erro trouxe-te até mim.
Estranho dizer que um erro o fez,quando na verdade tu é que vieste ao meu encontro.
Qual Atlas, de céu aos ombros, entras-te na minha vida...
Deus grego ou romano, não importa.
Sinto em ti o que não sei explicar,
O que não quero explicar.
Vejo em ti nada,
Mas tudo o que possa existir.
Hércules moderno, completas tarefas de valor mais alto,
Elevas-te aos céus e deixas que eu te veja.
Deixas que te venere no meu canto,
Não importa.
Deixas-me.
Encontro no teu rosto histórias incontáveis,
Vejo nos teus olhos mágoas passadas,
Descubro nas tuas palavras sentimentos esquecidos mas importantes,
Momentos doces ou amargos que te fazem ser o que tu és.
Ah como gostaria de ser tu!Anjo que voa sem destino,
Alma livre de tamanho talento e paixão!
Rasga-me a pele,
Cega-me os olhos,
Cose-me a boca,
Mas tira-me, tira-me este fascínio,
Este desejo de mim!
Deixa que o céu caia dos teus ombros,
Deixa que a tua força se perca,
Deixa que essas mágoas sejam apagadas!
Oh meu anjo...
Se em ti encontro o desconhecido,
Em mim encontro a aventura,
O desafio.
Não te conheço?
Bem sabes tu,meu anjo,o que uma ordinária alma consegue conhecer sem perguntar!
Sem ver ou ouvir!
Não te conheço?
Pois não quero conhecer mais do que já conheço.
Oh meu anjo desconhecido!
Um erro.
Uma dádiva?


2010-Dedicado a Deus Grego

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