domingo, 18 de abril de 2010

Acabou


Acabou.
Não me consegues quebrar.
Eu acabei tudo.
Nunca mais verás o meu sangue;
Nunca mais sentirás a minha dor;
Nunca mais verás as lágrimas que correm pelo meu rosto...
Finjo que não me magoa,
Olho para o lado na esperança de nada ver,
De nada ouvir,
De nada sentir...
Parei de implorar.
Parei de chorar lágrimas invisíveis,
De ver o meu sangue escorrer de uma maneira que só eu sentia,
Parei.
Mataste-me.
Mas não me quebras-te.
Eu já não sou eu,
Sou apenas quem posso ser,
A sombra do que autrora fui.
Ou não?
Mataste-me.
Mas NÃO!
Não em quebras-te.


2010

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